Penso que, para este
espectáculo atingir o nível da perfeição, teria sido importante que a
banda tivesse recuperado mais um ou dois temas dos álbuns "Under The
Iron Sea" ou "Perfect Symmetry". Todavia, foi deliciosamente inesperado
ouvir "Bend And Break".
Independentemente disso, o grupo exibiu-se num patamar de superior categoria e deixou a assistência perfeitamente saciada.
Notoriamente, Tim Rice-Oxley não estava nos seus melhores dias, a
julgar pelo seu semblante predominantemente carregado, bem como pelo
facto de Jesse Quin ter assumido a responsabilidade da segunda voz em
todos os temas. A meio da actuação, Tom Chaplin fez questão de explicar
que o pianista estava com gripe. Foi pena...
O TMN Ao Vivo provou
ser uma excelente sala para ouvir música ao vivo e a sua configuração
permitiu um elevadíssimo grau de proximidade entre os artistas e o
público, que estava completamente eufórico. Há estádios inteiros que não
fazem tanto barulho como o da plateia de ontem.
Gostei imenso de quando o público cantou o refrão de "Everybody's Changing" a capella.
Penso que, pela soberba prestação que tiveram, tanto a banda como o público acabaram a noite rendendo-se mutuamente.
Enfim, foi um serão inolvidável...